Descobri uma coisa: sou doido por hambúrguer. Descobri outra coisa: estou completamente por fora do maravilhoso universo hamburguístico paulistano. Foi só pegar a mais recente edição da Época SÃO PAULO e conferir a reportagem de capa - que ajudei a editar - para me dar conta de que, dos 14 estabelecimentos campeões no preparo do sanduíche, eu já havia comido em apenas três. Que-ver-go-nha!
Não esperei nem a revista chegar às bancas para dar início à maratona de estudo de campo. Comigo é assim. Quando percebo que claudico em algum conteúdo relevante para meu desenvolvimento pessoal e profissional, trato logo de buscar conhecimento. No caso, resolvi agendar visitas a algumas das hamburguerias mais famosas (e melhores) da cidade. Em duas semanas, fui a três: o Joakin's, apenas para confirmar a suspeita de que a tradição e o movimento na madrugada independem de uma cozinha nota dez, o 210 Diner e o St. Louis - esses, sim, titulares em qualquer escalação.
Dos 14 salões recomendados por Época SÃO PAULO na referida revista, agora eu já conheço cinco: o Ritz, a Lanchonete da Cidade, a Hamburgueria do Sujinho, o St. Louis e o 210 Diner. Também já fui ao Gardênia e ao Nou, citados na reportagem, embora jamais tenha comido hambúrguer nesses locais. Até o fim de março, pretendo provar os lanches do Rothko - o sanduíche chega à mesa com uma cúpula e envolto em fumaça de churrasco, e leva queijo da Canastra! - e da sofistica Forneria San Paolo - o cheeseburguer é grelhado com cheddar e envolto em massa de pizza, assada no forno a lenha. Vai ficar faltando o Seu Oswaldo, a Hamburgueria Nacional, o P. J. Clarke's... Mas até junho eu liquido todos! Uma coisa eu sei: já devo estar um pouquinho mais gordo do que antes. Ainda bem que minha academia funciona 24 horas.

